Fuja crente! – O engano da beleza estética de Instrumentos Mortais

Foto Post Facebook VERMELHA copinstrumentosyUma introdução com minha experiência pessoal:

Lembro-me da primeira vez que li a trilogia do universo dos Caçadores de Sombras de Cassandra Clare. Não se tratava de Instrumentos Mortais e sim uma coleção de livros que ambientava uma época vitoriana, um prequel que era denominado como “Peças Infernais”. Eu conhecia a Cristo a alguns anos em uma igreja neo-pentecostal, porém, não sabia nenhum terço dos Seus atributos e muito menos, era incentivada a ler a Bíblia.

Me encantei perdidamente pela história e principalmente pela narrativa poética de Cassandra. Era uma mistura de misticismo (que eu ignorava), fantasia, ocultismo, mas ao tempo tempo trazia como pano de fundo o amor impossível e um triângulo amoroso. Tão enfeitiçada com a trama, ignorava algumas questões importantes, porque meu foco era o suposto “amor” que existia nos personagens. Fiz uma resenha bem apaixonada no Janela Literária (que agora chamo de JLS – Janela Literária Secular) e mau podia detectar o que esse meu gesto significava ao incentivar essa leitura. Após conhecer os atributos de Deus e do Evangelho, percebo o quanto estava enganada sobre essa série.

Do que se trata essa série?

Para quem não sabe, Instrumentos Mortais e Peças Infernais (existe uma nova, que é continuação dessas anteriores, chamada Artifício das Trevas) são obras da autora Cassandra Clare, que mistura fantasia e ocultismo jovem, com personagens denominados como “caçadores de sombras” ou nephilims (meio anjo – meio homem). Algumas páginas cristãs já fizeram alertas sobre essa série, seguem os links para pesquisa: Cinema Gospel Prime e Criacionismo. Na série, os caçadores de sombras, como o próprio nome diz, caçam demônios e seres do submundo que pretendem tocar o terror no Mundo das Sombras. Ambas as histórias possuem uma heroína que não faz ideia que trata-se de uma nephilim (Clary de Instrumentos Mortais e Tessa de Peças Infernais – essa última não é bem uma nephilim er…), e em ambas as histórias temos o clichê de mocinhos apaixonantes e triângulos amorosos, misturado com aventura e suspense.

A grande pergunta é: toda fantasia é ruim? Afinal, a série de Cassandra Clare se encaixa nessa categoria. E a resposta é que não, nem todas as fantasias não são recomendáveis. Senhor dos Anéis e Crônicas de Nárnia estão aí para comprovar esse fato. O problema é quando a fantasia se apossa de elementos bíblicos e ocultismo, fazendo com que tudo vire uma salada completa, além de negar a ação de Deus na história, tornando-O indiferente às ações do tempo. Aparentemente, um grupo de quase anjos que lutam contra demônios seria algo benéfico se olharmos superficialmente (muitos que defendem a série argumentam isto), mas não é bem assim que a banda toca. O conteúdo completo deve ser analisado de forma que o produto final seja avaliado para ser retido para o lado bom ou não. O que não é o caso da série.

Elementos perigosos

Afinal, o que têm de errado nas sagas dos caçadores de sombras? Fizemos uma lista do que detectamos de indevido para uma série ser apreciada pelo cristão:

1 – Invocação de “anjos” – A Bíblia não fala que podemos fazer tal coisa, ao mesmo tempo, não afirma que temos anjos da guarda, somente Deus pode dar ordem aos anjos. Veja esse artigo do pastor Augustus Nicodemus;

2 – Tatuagens místicas e símbolos ocultos com poderes sobrenaturais: Deuteronômio 18:9-13 “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás para com o Senhor teu Deus.”

3 – Magia e Bruxaria: idem com o versículo anterior;

4 – Mistura de termos bíblicos com situações de ocultismo;

5 – A inexistência da ação de Deus no enredo. No filme é dito que Ele não liga muito para o que acontece com a Terra: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. Romanos 8:28“. Deus age em todo o tempo de acordo com Seus propósitos.

6 – Seres com vida eterna: “Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 6:23”. A vida eterna é somente em Cristo Jesus que ocorrerá após a morte.

7 – Homossexualismo / Bissexualismo: Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. Romanos 1:26,27″.

8 – Em Peças Infernais, Tessa se apaixona por dois homens ao mesmo tempo: Mas, por causa da fornicação, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. 1 Corintios 7″.

9 – O personagem Magnus Bane que faz parte da trupe do lado do “bem” é filho do príncipe do inferno: não precisa falar muito sobre isso né?!

Após ler esses elementos, imaginem todos misturados em uma única história e me digam se o produto final pode ser retido para o que é bom aos olhos de Deus? Dificilmente. O fato da indiferença de Deus, com o homossexualismo e também com os elementos ocultos, podem ser justificativas eficientes e comprováveis para não incentivar a leitura da obra.

Sabemos claramente que a narrativa é poética e aparentemente “bela”, mas não podemos nos deixar levar pela beleza que o mundo mostra, onde muita das vezes, nos enfeitiça com imagens atraentes, carregando sutilezas perigosas que podem afundar nosso inconsciente para o mau. A obra possui elementos fantásticos que incentivam ao “encantamento” do subconsciente onde ocorre a mistura da leitura da aparência física, poderes mágicos reluzentes, lutas acrobáticas e vitalidade eterna. Muitos desses elementos tem origem pagã e estão impregnados na indústria do entretenimento.

Os cristãos que acompanham a história, afirmam que procuram apenas curtir uma obra fantástica, e não se deixam influenciar para o que é incorreto e dizem claramente que esses elementos ocultos fazem parte da história da humanidade (na história da humanidade os homens procuram apenas negar a Deus desde a queda), porém, será que dar audiência para algo que foca completamente no ocultismo é realmente algo recomendável? Será que ao invés de apreciar obras desse naipe, não deveríamos divulgar livros com temáticas mais excelentes e de boa índole cristã? Será que nosso papel é perder tempo lendo 7, 10 livros enormes de uma série que vai acrescentar 10% de algo bom em nossas vidas? Saiba mais sobre assuntos ocultos na cultura jovem, assistindo esse vídeo do pastor Mark Driscoll: Clique aqui

Certo, mas e agora? Sou jovem e gosto de literatura jovial, tenho que desistir de todas as obras do mundo? Absolutamente não. Existem muitas obras muito bem feitas por aí, cabe você não abandonar a principal que é a Palavra de Deus e reter o que é bom, analisando de forma muito aprofundada sobre o que você está lendo.O diabo é astuto, ele procura criar artimanhas para te manter ocupado das coisas de Deus, então, não caia nessa!

E você? Gostaria de um artigo sobre alguma outra obra secular? Nos envie sugestões.

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